Bienal Linha da Terra chega a Macedo de Cavaleiros com HOLOCENOSE (+)
A arte, a ciência e a indústria encontram-se em HOLOCENOSE (+), a exposição inaugurada no dia 18 de outubro, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, no âmbito da Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra.
Na inauguração, o primeiro-secretário executivo da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), Rui Caseiro, destacou a importância da cooperação entre municípios para alargar o acesso à cultura e reforçar a coesão territorial. Sublinhou também o contributo da Bienal para a dinamização dos equipamentos culturais, criando novos motivos para percorrer os concelhos e descobrir os seus espaços expositivos.
Ao ligar os nove municípios através de uma programação comum, a iniciativa aproxima a arte contemporânea das comunidades e incentiva a circulação de públicos pelo território, associando a visita às exposições à descoberta dos lugares que as acolhem.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, salientou o papel da cultura e da arte contemporânea na valorização do território, no estímulo à criatividade e na aproximação das comunidades a diferentes formas de expressão artística. Valorizou ainda a colaboração intermunicipal como forma de reforçar a identidade cultural da região.
Com curadoria de Rui Ferro e Marta Lima, e sob a direção artística de Inês Falcão no âmbito da Bienal, HOLOCENOSE (+) explora as relações entre matéria, memória, paisagem e território a partir da fundição contemporânea. A exposição resulta de uma plataforma colaborativa entre a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a Associação Portuguesa de Fundição, reunindo trabalhos de diferentes artistas que recorrem a materiais, técnicas e linguagens distintas para refletir sobre a memória e a identidade dos lugares.
HOLOCENOSE (+) pode ser visitada no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até 31 de dezembro. Integra um roteiro de 14 exposições que reúne cerca de 160 artistas nos nove concelhos das Terras de Trás-os-Montes, numa programação que promove a descentralização cultural e a valorização do território através da arte.