A Terra
“Fica no cimo de Portugal,como os ninhos ficam no cimo das árvores
para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos.”
Miguel Torga, “Um Reino Maravilhoso (Trás-os-Montes)”
A Bienal assume a cultura não apenas como programação, mas como espaço de encontro, conhecimento e participação, capaz de criar novas relações entre pessoas, instituições e território
É no Nordeste de Portugal, junto à fronteira com Espanha, que se localizam as Terras de Trás-os-Montes. Um território com cerca de 5 538 km², feito de contrastes, paisagens e identidades desenhadas entre a Terra Fria e a Terra Quente transmontana.
É aqui que se encontram Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais, nove municípios com geografias, memórias e modos de habitar distintos, ligados por uma pertença comum.
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Serras, planaltos, vales e rios desenham uma paisagem onde natureza e presença humana se foram construindo mutuamente ao longo do tempo. Essa relação permanece visível nos campos, nas aldeias e cidades, na arquitetura, nas tradições, nas línguas, nos saberes e nas formas de vida das comunidades.
Patrimónios materiais e imateriais, memórias antigas e expressões contemporâneas coexistem num território de identidades diversas e em permanente transformação.
É neste território que a Bienal acontece.
- Aqui, a arte contemporânea encontra lugares, histórias, paisagens e comunidades com os quais pode estabelecer novas relações. O território deixa, assim, de ser apenas o espaço onde as obras são apresentadas para se tornar parte da experiência, do encontro e das leituras que a Bienal propõe.