Terra que fala – Anamnese
No Espaço do Antigo Estabelecimento prisional de Miranda do Douro, João Paulo Meirinhos apresenta um trabalho profundamente ligado à sua origem no Planalto Mirandês, construindo um olhar simultaneamente retrospectivo e premonitório sobre a sua relação pessoal com o território. Instalada num antigo estabelecimento prisional, a exposição organiza-se como um circuito de condicionamento e superação, onde o espaço se transforma numa dimensão simbólica da experiência.
Entre mitos, vulnerabilidades e medos, mas também através do espanto, da voz e da vivência, o artista confronta-se com um território que pode ser simultaneamente prisão e proteção. O confinamento torna-se, assim, uma condição para pensar a pertença, a memória e a identidade.
Associada a Terra que fala / Tierra que habla, esta exposição desloca a reflexão sobre o território para uma experiência individual e autobiográfica. Tal como a língua mirandesa, preservada por uma condição histórica de relativo isolamento, o território surge como espaço que condiciona, mas também protege e permite permanecer. Entre a terra e a voz, entre a memória e o futuro, João Paulo Meirinhos constrói uma experiência de escuta e confronto com o lugar de onde parte.
- Artista
João paulo Meirinhos
- Curadoria
Domingos Loureiro
- Direção Artística
inês Falcão