Holocenose (+) | Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros

Curadoria
Rui Ferro e Marta Lima
Direção Artística
Inês Falcão
- Horário
Segunda–sexta: 09h–13h / 14h–17h
HOLOCENOSE
“De que se alimenta as raízes?”
Ana Raquel Silva*
Fundição de Bronze, direta sobre matéria orgânica; madeira de Cedro-do-Líbano [2025-26]
“Este projeto parte de um paradoxo histórico, a transformação de escultura em armamento, e propõe um gesto inverso: a conversão de matéria orgânica efémera em permanência escultórica. Através da fundição direta de uma planta, “o falecimento de uma hortênsia” a obra explora relações entre natureza e indústria, o efémero e o eterno, o visível e o oculto. A peça configura-se como um “monumento sem herói”, deslocando o foco da monumentalidade para o detalhe, para o que passa despercebido.
O projeto propõe uma reconfiguração da fundição enquanto prática contemporânea, capaz de articular técnica, memória e ética. Ao inverter o percurso histórico do metal, da arma à semente, a obra afirma-se como gesto simbólico de transformação.
A questão “De que se alimentam as raízes?” desloca-se para o campo da consciência. Num tempo em que já não nos nutrimos da terra, talvez nos alimentemos dos nossos próprios escrúpulos.”
*Ana Raquel Silva (2001), é uma artista multidisciplinar, investigadora e formadora portuguesa, licenciada em Artes Plásticas – Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2025 - anaraquel.atelier@gmail.com
PONTOS DE FUSÃO
O espaço, a memória e a miniatura
Maria Isabel Neves*
Estanho, PLA, resina de impressão 3D, papel, mdf e madeira de pinho [2025-26]
“Este projeto explora a relação entre Casa, Memória e prática artística, articulando a fenomenologia do espaço com a psicologia da memória e do brincar. Partindo da analogia entre casa e corpo, a investigação entendeu o espaço habitado como um arquivo-vivo, onde se sedimentam afetos, gestos e experiências que moldam a identidade do sujeito.
Estendendo esta reflexão ao universo industrial da fundição, propõe-se que o espaço fabril, enquanto “segunda casa” do corpo operário, contém igualmente camadas simbólicas e afetivas que permanecem invisíveis ao olhar público. Através da evocação do universo lúdico — maquetas, miniaturas, casas de bonecas — a prática artística emerge como dispositivo capaz de tornar legíveis estas narrativas, preservando o efêmero e oferecendo novas formas de aproximação sensível ao ambiente fabril.
Este projeto demonstra que a arte não fixa a Casa, mas reativa‑a, transformando‑a em arquivo, poético e vivo, capaz de atravessar tempos, corpos e imaginários.”
*Maria Isabel Neves é natural de Aveiro. Atualmente, frequenta o 1.º ano do curso de Escultura do Mestrado de Artes Plásticas da Faculdade de Belas Artes do Porto - up201909696@edu.fba.up.pt
SER-MATÉRIA
Violência e Desejo na Fundição
Maria Palma*
Jorra de ferro fundido, areia de fundição, mdf e madeira de pinho [2025-26]
“Ser corpo é ser exposto à brutalidade. Transposta para o contexto da fundição, esta noção permite compreender os corpos moldados e preenchidos com jorra como formas precárias, marcadas por um processo que simultaneamente as constitui e as ameaça. A forma não é estável, mas persistente. Ela mantém-se, não apesar da violência, mas através dela.
Deste modo, a reconstrução do corpo — seja enquanto molde, seja enquanto objeto fundido — não se apresenta como restituição de uma integridade original. Pelo contrário, trata-se de uma configuração marcada por vestígios, falhas e deslocamentos.
A transformação da matéria implica sempre uma perda, mas também a possibilidade de continuidade.
Neste enquadramento, o corpo fundido pode ser entendido como um corpo reconfigurado — não apenas pela violência que o atravessa, mas pela sua capacidade de subsistir enquanto campo de tensões. Entre destruição e permanência, entre excesso e contenção, entre precariedade e resistência, o corpo afirma-se não como forma estável, mas como processo em curso.”
* Maria Palma (1997) é uma artista multidisciplinar que vive e trabalha no Porto e é Mestre em Artes Plásticas - Escultura pela FBAUP (2024). A sua prática investiga as noções de cuidado e empatia através da criação de formas orgânicas que remetem para a corporeidade - mia.bpalma@gmail.com
O relevo e a memória industrial
Rita Machado*
Ferro fundido e filamento de impressão 3D, PETG e ABS [2025-26]
“Este projeto nasce da relação entre a prática artística, a cultura material e o universo industrial, em particular, o contexto das Fundições em Portugal.
No centro deste projeto surge o cadinho, como instrumento fundamental no processo de fundição e, simultaneamente, símbolo de transformação. A transposição do cadinho para objeto plástico não constitui uma simples apropriação ou ampliação formal, mas antes uma reinterpretação crítica. Ao reformular a sua escala e ao transformar a sua superfície num campo de inscrição, o objeto deixa de ser apenas um elemento funcional para se afirmar enquanto um corpo escultórico portador da memória.
O relevo opera, portanto, como arquivo material dos gestos, ferramentas e ritmos da fundição, convertendo práticas frequentemente invisíveis numa realidade física e contínua.
Deste modo, este projeto condensa matéria, gesto e memória, propondo o universo industrial como um território simultaneamente humano, simbólico e cultural numa tentativa de reconfigurar o olhar do público sobre o setor da fundição e sobre os corpos que nele atuam.”
*Rita Machado (Arouca, 2004) frequentou a Escola Secundária de Arouca, no curso de Artes Visuais. É licenciada em Artes Plásticas – Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em 2026 - up202208901@edu.fba.up.pt
Soluções vernaculares
Teresa Bastos*
Alumínio de reaproveitamento, fundido pela autora; papel, mdf e madeira de pinho [2025-26]
“A investigação prática, como uma ferramenta de diagnóstico e tradução de saberes não-verbais, associada a uma metodologia de recriação escultórica em alumínio, funcionou como um processo de implicação material que permitiu aceder à lógica interna da invenção operária. Ao suspender a utilidade funcional do objeto na constelação expositiva, reconheceu-se o trabalhador como um sujeito pensante e a sua técnica como uma forma autónoma de produção de conhecimento.
Esta investigação, não permitindo generalizações extensivas a todo o setor metalúrgico, poderá ser motor de outras que poderão expandir esta metodologia de recriação a outras fundições, processos materiais ou contextos de produção, aprofundando o diálogo entre o atelier e a fábrica como espaços complementares de saber. Este movimento torna-se essencial para consolidar o papel das artes plásticas como uma disciplina capaz de traduzir e conferir visibilidade aos saberes fundamentais da cultura material contemporânea, resgatando inteligências práticas que, de outra forma, permaneceriam invisíveis nos circuitos formais de conhecimento.”
*Teresa Bastos (n. 2002, Vila Real), actualmente é estudante do Mestrado em Artes Plásticas – Escultura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto - up202006002@edu.fba.up.pt
(+)
Ilha
Alexandre A. R. Costa*
Bronze fundido, recipiente em vidro, água e sedimentos provenientes da inundação do atelier [2023-24]
Relatório de infiltração
Carvão e outros sedimentos provenientes da inundação do atelier sobre papel [2026]
“Ilha nasce de um acontecimento contingente que incorpora como matéria constitutiva a inundação do atelier do autor. Num episódio de chuva intensa, a rutura da canalização fez com que a água invadisse o espaço, arrastando detritos provenientes da cobertura – terra, poeiras, fragmentos vegetais e outros sedimentos. A água turva ocupou o atelier e a humidade e os bolores propagaram-se pelo espaço, interferindo com tudo ali existente.
Dialogou-se com a contingência, aceitando-se as transformações que esta introduz e deste modo, uma pequena ilha em bronze fundido permanece semissubmersa pela água e pelos sedimentos da inundação no interior de um recipiente. O acidente integra o próprio processo escultórico, sendo este apresentado num dispositivo que possibilita a manifestação e emergência do (in)forme.
Associado à durabilidade, o bronze passa a coexistir com a matéria instável e mutável, onde o tempo atua lentamente sobre os seus elementos: instaurando uma suspensão aparente. Ilha não é a representação de uma paisagem, constitui em si um território, moldado pelos vestígios de um acontecimento real e pelo seu tempo de ação – que ali permanece inscrito.
Propõe-se assim uma reflexão sobre a capacidade da escultura para acolher a incerteza do real e integrar a imprevisibilidade. Aquilo que geralmente é descartado, transformou-se numa condição do próprio trabalho, admitindo que fatores externos continuem a interferir, reconfigurar e expandir a sua existência.”
*Artista cuja prática transita entre escultura, desenho, imagem e som, integrando performance, curadoria e projetos cooperativos com incidência no território, na comunidade e no ato criativo partilhado. Através de processos abertos e in devenire, desenvolve um trabalho transversal que explora a contingência, a imprevisibilidade e a relação entre matéria, tempo, lugar e contexto. O atelier afirma-se como lugar de experimentação, onde fatores internos e externos interferem continuamente na configuração do seu trabalho. Entre a prática artística, a investigação e a intervenção no território, propõe uma reflexão crítica sobre os modos de fazer, acolhendo a transformação, a incerteza e a alteridade como condições constitutivas do fazer artístico.
Pedra Bulideira
Carlos Barreira*
Bronze, latão e madeira [2025]
Desenho
Grafite sobre papel de cenário [2011]
“As Bulideiras de Carlos Barreira aludem a um enorme penedo granítico ovóide, existente na serra do Alto do Tronco, em Chaves. Esse penedo é um fenómeno natural, formação geológica típica da região, que, apesar das suas enormes dimensões e peso, qualquer um a faz bulir, perante a instabilidade e equilíbrio com que repousa no terreno. Esse movimento que resulta em ser acionado pelo humano, encontrou eco na vontade artística expressa em toda a obra de Carlos Barreira. As obras mexem e são para mexer. As suas matérias escultóricas perdem peso e ganham elegância com o movimento, instigando o toque do observador, para uma implicação na cinética dos elementos que revoluciona o papel do público na responsabilidade do usufruir da arte. A mecânica, que um tio lhe incutiu desde cedo, ainda em territórios da juventude, em Moçambique, veio resolver um campo de investigação artístico onde tudo mexe e produz. Por moeda, por toque, por manivela… o público recebe som, projecto ou a simples satisfação da acção, sempre impregnada de humor e sátira.
As Bulideiras são recorrentes no trabalho deste autor, quase sempre adaptadas aos locais onde são expostas, propondo-se de modo diverso e único, mas sempre orientadas para a pedra original em Chaves e cuja diferença de coordenadas geográficas se revelam inscritas nas peças. A Bulideira aqui apresentada participa nessa realidade, mas pertence ao grupo restrito de “graus itinerantes”, contudo, poderá visitar outra em Carrazeda de Ansiães, no Jardim da Telheira, na Rua Luís de Camões.”
*Escultor e Professor Associado, jubilado em 2009, da Escola Superior de Belas Artes do Porto/ Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Entre 1975/76 integrou o Projeto SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local, projeto que combinava práticas artísticas com intervenção social. Foi um dos cofundadores da Bienal de Cerveira (1978). Participou em simpósios de escultura e tem obras em vários espaços públicos.
CAPÍTULO XIV
Daniel Sorrentino*
Vídeo [2026]
“Nas fundições, a matéria sofre uma profunda conversão, forjada pelo fogo num ritual onde o criador, por mais inovador que seja, submete a obra ao rigor do molde. Nesse ambiente de calor extremo e trabalho industrial, a forma idealizada transita da abstração para a realidade. Paralelamente, a documentação visual constrói uma forja de natureza distinta. Aqui, a matéria-prima não é o metal, mas o tempo, a luz e a duração. O registo visual do projeto Holocenose assume-se não como recolha passiva de bastidores, mas como processo artístico autónomo, desenhado para esculpir a memória do projeto.
A documentação centraliza-se nas interseções entre tempo, imagem e memória — dimensões que se entrelaçam para moldar a apreensão do real.
Desta forja visual emerge a amplitude da memória do projeto. A preservação da memória não se encerra na materialidade da escultura final. Se o metal é o dispositivo clássico de legitimação e eternização da obra, a imagem é a guardiã do seu “vir a ser”. A memória não é um repositório inerte, mas um campo social e corporificado em contínua reconstrução. Sem os registos visuais, a obra em metal emudece quanto às suas origens, ocultando a alquimia que a forjou. Imagens e textos funcionam como vetores que atravessam o tempo, mantendo vivas as ressonâncias afetivas e ativando memórias que ampliam a percepção temporal do observador.”
*Artista visual e investigador com foco na investigação artística da perceção temporal, na elasticidade da duração e nos processos de construção da memória. A sua práxis cruza as dimensões cartesianas da imagem fixa e em movimento, operando desdobramentos e expansões para o território da tridimensionalidade escultórica.
Raízes de metal e trigo
Marta Lima*
Masseira antiga de madeira, farinha, pão orgânico e fundição de Latão por micro-ondas, direta sobre matéria orgânica [2026]
“O que separa a memória do esquecimento é o mesmo fogo que transforma a matéria. O ponto de partida é um útero de madeira: uma masseira antiga, herdada dos antepassados. Nela, as mulheres tendiam o pão e a broa, vigiando o mistério do fermento que crescia antes de enfrentar o calor do forno de lenha. Era um labor invisível, cíclico e profundo: a ação contínua de alimentar os corpos e saciar a fome.
Sobre uma cama de farinha branca, repousa um pão, deixado a secar para a posteridade como um arquivo vegetal do trabalho manual. Mas no seu interior habita um segredo fundido: um pedaço de si mesmo transmutado em latão por queima direta. O fogo, elemento purificador e destrutivo, agiu aqui como um agente de mumificação. O metal eterno repousa agora no coração do corpo perecível, eternizando o efémero em ouro dentro da própria matéria que o gerou.
A obra evoca a terra profunda, o lugar escuro onde as raízes se escondem e de onde brota a criação. Acima dela, eleva-se o trigo, planta sagrada que funciona como um elo entre dois mundos: ancora-se no solo e cresce em direção à luz para virar sustento. Raízes de Metal e Trigo celebra o arco temporal que une a herança ancestral ao gesto contemporâneo, transformando a memória quotidiana num altar de sobrevivência, permanência e afeto.”
*A sua prática artística desdobra-se em duas vertentes complementares. Atualmente, a nível individual, investiga as potencialidades plásticas do crochet e das massas de pão, usando-as como matrizes para refletir sobre memória, ancestralidade e domesticidade. Em paralelo, desenvolve projetos interdisciplinares em coautoria, cujas temáticas e conceitos emergem de forma orgânica do coletivo ou do contexto, materializando-se em intervenções em espaços públicos e privados que ativam o diálogo e a cocriação com a comunidade.
Pedras d'Água - I Le Havre
Norberto Jorge*
Seixos rolados colhidos em Le Havre (França), madeira de Cedro-do-Líbano (c. 120 anos), bronze fundido, água do Oceano Atlântico e feltro de lã natural [2026]
“Antes da mão humana, o Tempo, a Água e o Movimento iniciaram a primeira escultura. Muito antes de qualquer gesto artístico, foram eles que moldaram lentamente a matéria, inscrevendo na pedra uma memória que antecede a própria História. A intervenção do escultor não procura competir com esse gesto primordial, mas reconhecê-lo, preservá-lo e prolongá-lo.
Pedras d'Água constitui uma investigação escultórica sobre o tempo, a memória e a viagem da matéria. A série parte da recolha de seixos durante diferentes viagens, entendendo cada pedra como um testemunho silencioso de um percurso que precede a presença humana.
Nesta primeira obra, os seixos recolhidos em Le Havre assumem a condição de fragmentos de um território profundamente marcado pela relação com o Oceano Atlântico e pelos acontecimentos que moldaram a história da Europa. Mais do que corpos encontrados, são vestígios de uma geografia física e humana, pequenos arquivos onde permanecem inscritas as marcas da erosão, da deslocação e da permanência. São igualmente bilhetes de memória, testemunhos silenciosos de uma viagem que pertence simultaneamente à matéria, à paisagem e ao escultor.”
*Ao longo do seu percurso como escultor tem produzido trabalhos artísticos em diferentes substâncias que lhe permitiram ampliar o conhecimento com as matérias que incorpora nos corpos escultóricos das suas obras. O seu percurso artístico tem privilegiado as relações sensoriais com as matérias naturais. O seu caminho tem tornado visível a importância do lugar do atelier/oficina como espaço expandido da produção e da concepção.
PÁGINAS DE FUNDIÇÃO… do Tempo; … da Criatura; … da Criação e da Morte… Ou "Réplica a André Coelho e responsar a Fernando Maia e David Neves"
Rui Ferro*
Livros, Alumínio fundido sobre os livros, sistema de corda metálica de brinquedo, arame de ferro zincado e núcleos de ferro e cobre [2018]
“Num cadinho colocam-se muitas matérias que se ligam e resultam numa Outra que, no final, depois de passar por calor primordial, se caracteriza aquém e além das matérias originais. Quão fácil é a fundição? Esse líquido, quase magmático, tomará sempre a forma do vaso que o contiver, na óbvia condenação ao arrefecimento. Será isso uma boa descrição para o funcionamento da nossa cabeça e para a memória que resulta dele. Encontrei um livro Terminal Tower, onde se citava J. Robert Oppenheimer: “I am to become Death, the shatterer of worlds – scientists are like all men, among who bring a light to the vast unending darkness of man’s life and world.”. Depois, encontrei os olhos do meu filho, que “comiam o mundo”, ávido e alegre. Excitado, encima de um muro, espreitando o forno, curioso com o que sairia da areia, com que tinha brincado antes, para o pai provar que fundir é, também, um jogo infantil. À noite, a amizade solta-se e as opiniões divergem. Misturando-se com os líquidos e com a preparação da comida da festa. Enche-se o espaço de humor e risos, perante o nonsense e a procura do contra, enquanto a conversa se desfia e a noite invade. Entretanto, já ela nos empurra e obriga-nos a resguardar o corpo, o sono do menino, a leitura do sonho que está para vir e guardar tudo no cadinho da memória, para ser “escrito em diário”, como melhor soubermos: Páginas de Fundição.”
*Rui Ferro compreende-se artista plástico-escultor, assumindo a formação específica da década de 90, do séc. XX, nas Belas Artes do Porto. Subscreve Thomas Schutte quando afirma: “Ainda hoje acho que os artistas devem ter os dedos sujos”. Na sua carreira docente tem desenvolvido investigação na área da modelação, moldagem e fundição, nomeadamente, a de metal. Desenvolve ainda o seu percurso autoral, garimpando o tempo físico e mental que faz dilatar da actividade docente, quer individual, quer colectivamente.